O estudante de Agronomia Hector Lucena, de 26 anos, tornou-se o segundo paciente no Maranhão a receber a polilaminina, uma substância experimental voltada para o tratamento de traumas na medula óssea. Natural de Balsas, o jovem iniciou recentemente o tratamento em sua residência após passar por uma cirurgia no Hospital Alvorada, em Imperatriz. O procedimento contou com a participação de um neurocirurgião do Rio de Janeiro e de um médico pesquisador responsável pelo composto.
Hector perdeu o movimento das pernas em decorrência de um acidente de motocicleta ocorrido no dia 23 de novembro de 2025. A polilaminina, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob a coordenação da bióloga Tatiana Sampaio, é uma proteína recriada em laboratório que auxilia na conexão entre neurônios. Segundo o paciente, já é possível notar evoluções graduais em seu quadro clínico:
“A expectativa é boa. Já tive pequenos avanços, pouco visíveis, mas minha respiração melhorou um pouco e a sensibilidade também. A esperança é sair dessa cadeira o mais rápido possível”, afirmou Hector.
A fase de reabilitação inclui sessões rigorosas de fisioterapia, fundamentais para estimular a resposta do organismo. Além de Hector, o policial militar Romildo Leobino foi o primeiro a receber a técnica no estado, após ser baleado em Bom Jardim. O uso da polilaminina no Maranhão representa um marco na aplicação de pesquisas científicas brasileiras que buscam a regeneração da medula espinhal em casos de paralisia.



