Os enredos das escolas de samba cariocas contam a história não oficial do Brasil, abordando temas que não estão presentes na história oficial. Segundo o professor de história Luiz Antonio Simas e o jornalista Fábio Fabato, autores do livro Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos, as escolas de samba criaram uma forma genuína de contar e refazer a história.
Os enredos não são apenas uma exigência dos desfiles, mas sim uma forma de contar histórias que não são contadas na história oficial. A escolha do enredo é um processo complexo que envolve o carnavalesco, o presidente da escola de samba e outros personagens. Alguns carnavalescos têm mais influência na escolha do enredo, enquanto outros precisam se comprometer com patrocinadores.
Os enredos são decisivos para o sucesso de um desfile, pois podem condicionar a criação de um samba mais consistente e abrir possibilidades para um trabalho plástico de melhor qualidade. Além disso, os enredos também têm um papel pedagógico, ensinando histórias que não são contadas em sala de aula. As escolas de samba operam na dimensão da contranarrativa oficial, iluminando penduricalhos apagados da história.



