BRASÍLIA - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atingiu a marca de 50 faltas não justificadas na Câmara dos Deputados, conforme dados oficiais da Casa. O parlamentar, que também atuou nos Estados Unidos em busca de sanções contra autoridades brasileiras, enfrenta crescente pressão e a iminente possibilidade de perder o mandato.
Mesmo desconsiderando o período de licença de 18 de março a 20 de julho, as 50 ausências ultrapassam o limite de aproximadamente 45 faltas permitidas por sessão legislativa, conforme o artigo 55 da Constituição Federal. O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), tem se mobilizado para acelerar o processo de verificação de assiduidade e protocolou pedido de cassação, além de solicitar o bloqueio de salários e o ressarcimento ao erário pelos dias não trabalhados por Eduardo Bolsonaro.
A oposição tentou blindar o parlamentar indicando-o para a liderança da minoria, mas a manobra foi barrada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Além disso, Eduardo Bolsonaro foi denunciado por coação no processo da trama golpista, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusando-o de atuar nos EUA para impor a Lei Magnitsky a autoridades como o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa.



