Setores do Judiciário e integrantes do governo federal demonstram preocupação com o desfile de Carnaval que vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a avaliação é de que o evento pode acabar judicializado na Justiça Eleitoral caso seja interpretado como propaganda eleitoral antecipada ou uso de estrutura pública com finalidade política.
O alerta já chegou ao Palácio do Planalto, onde aliados do presidente monitoram os desdobramentos e avaliam possíveis impactos jurídicos e políticos, diante do risco de desgaste em um momento sensível do calendário pré-eleitoral. Magistrados e assessores que acompanham a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citam, reservadamente, o precedente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado em 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
O partido Novo protocolou uma representação no TSE contra Lula, o Partido dos Trabalhadores e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, argumentando que o samba-enredo escolhido para o Carnaval de 2026 configura propaganda eleitoral antecipada. Além disso, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acionou o Ministério Público Eleitoral para questionar o desfile, afirmando que o samba-enredo promove pessoalmente Lula e faz ataques a adversários políticos.



