A definição da presidência, vice-presidência e relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o vice-governador Felipe Camarão (PT) foi adiada para esta quarta-feira (6), às 14h. A reunião, inicialmente marcada para a tarde de terça-feira (5) na Assembleia Legislativa do Maranhão, não avançou devido à falta de quórum e a um conflito regimental, já que no mesmo horário ocorria uma audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é uma comissão permanente da Casa.
Estiveram presentes na Sala das Comissões os deputados Yglésio Moyses, Mical Damasceno, Ana do Gás e Ricardo Arruda. Em entrevista ao Imirante.com, o deputado Yglésio apontou uma possível “manobra da oposição” para inviabilizar o avanço dos trabalhos, afirmando que o grupo não permitiu o ajuste de tempo necessário para aguardar o quórum. Para evitar nulidades jurídicas, a decisão foi oficializar o adiamento com publicação no Diário Oficial.
“A oposição, para atrapalhar os trabalhos, não permitiu um reajuste do tempo, não quis aguardar o quórum chegar e se retirar das comissões, obviamente porque tem algo a esconder”, declarou Yglésio Moyses.
A CPI foi criada para investigar supostas irregularidades e movimentações financeiras atípicas na estrutura da vice-governadoria e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O colegiado terá um prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, contando com sete membros titulares: Rodrigo Lago, Aluízio Santos, Ana do Gás, Mical Damasceno, Yglésio Moyses, Adelmo Soares e Ricardo Arruda.



