O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assume o cargo em meio a pressão sobre as contas públicas e desafios de um ano eleitoral. Segundo especialistas, o cenário combina problemas estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais do atual momento.
Nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. A medida busca adequar o crescimento das despesas ao limite previsto pelo arcabouço fiscal, que permite aumento real de até 2,5% acima da inflação. Além disso, o ministro está articulando ações de impacto imediato, como a proposta de subsídio ao diesel importado.
O governo também busca reduzir a inadimplência das famílias, que já compromete mais de 27% da renda das famílias brasileiras, segundo o Banco Central do Brasil. Especialistas apontam crise de credibilidade fiscal e destacam que o crescimento das despesas obrigatórias e a rigidez do orçamento reduzem o espaço para investimentos públicos, tornando o desafio de equilibrar contas públicas e crescimento econômico ainda mais complexo.



