Crise no transporte: Greve de rodoviários da Expresso Rei de França chega ao 4º dia em São Luís
Mais de 160 ônibus estão parados por falta de pagamento de salários e benefícios; impasse financeiro entre SET e Prefeitura agrava a situação.
Por Maranhão Expresso
27 de janeiro de 2026 em Cotidiano

Foto: G1 Maranhão
A crise no sistema de transporte público da Grande São Luís se aprofunda. Nesta terça-feira (27), a greve dos rodoviários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, chegou ao seu quarto dia consecutivo, mantendo mais de 160 ônibus fora de circulação. A paralisação afeta diretamente 15 linhas do sistema urbano e semiurbano, causando severos prejuízos e dificuldades de deslocamento para os usuários em bairros como Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha.
O movimento de paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23) e é motivado pelo atraso no pagamento de salários e benefícios. Segundo Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, a greve é um protesto direto dos funcionários, devido à falta de pagamento do décimo terceiro salário, do tíquete-alimentação referente a dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, que deveria ter sido depositado no dia 20 deste mês. Embora parte dos trabalhadores tenha sido paga no domingo (25), eles decidiram voltar a cruzar os braços em solidariedade aos colegas que ainda não receberam a remuneração completa.
Esta é a terceira paralisação da Expresso Rei de França em apenas dois meses, refletindo uma instabilidade maior no setor. Documentos apontam um impasse entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e a Prefeitura de São Luís em relação ao subsídio de dezembro. O SET cobra R$ 6.169.659,30, mas a Prefeitura liberou um valor menor, de R$ 4.746.862,44, após aplicar uma punição por constatar que apenas 75% da frota mínima operou em dezembro. Além dos atrasos, o presidente Marcelo Brito alertou que a falta de avanço nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho para 2026 pode levar a uma greve geral em todo o sistema de transporte da Grande São Luís, caso não haja acordo em breve.
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Maranhão Expresso
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