A CPMI do INSS marcou para a próxima segunda-feira, dia 2, às 16h, o depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção. A oitiva, que ocorrerá em Brasília, busca esclarecer suspeitas de falhas no processamento de dados da estatal que podem ter favorecido esquemas de fraudes em benefícios previdenciários em todo o país.
Além do presidente da estatal, a comissão convocou Aline Barbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, e o advogado Cecílio Galvão. Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar, Galvão será alvo de condução coercitiva após faltar à sessão anterior, devendo explicar contratos milionários com associações investigadas. Já Aline poderá detalhar a dinâmica de empresas ligadas ao empresário conhecido como “Careca do INSS”.
As investigações da Polícia Federal apontam que os desvios podem atingir a cifra de R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024. O foco da apuração recai sobre descontos realizados em aposentadorias sem a devida autorização dos beneficiários. O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, ressaltou que há indícios claros de falhas na Dataprev que facilitaram a atuação de grupos criminosos no sistema da Previdência Social.



