Conheci Jesus como quem encontra um caminho no meio da poeira. Havia nele uma calma que inquietava. Um silêncio que dizia mais que qualquer palavra.
Eu o segui com esperança e cálculo misturados. Queria nele o libertador — mas um libertador à minha medida. Talvez tenha sido esse o meu primeiro erro: tentar encaixar Deus dentro das minhas expectativas.
Na última ceia, tudo pesou. Ele falava de entrega, de corpo, de sangue… falava de traição. E eu, imóvel por fora, em ruína por dentro, permaneci.



