O governo brasileiro está avaliando com cautela o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz de Trump. Em vez de recusar formalmente a proposta, a estratégia do Palácio do Planalto é questionar as brechas jurídicas e os fundamentos técnicos do novo órgão.
A expectativa é que o governo envie pedidos formais de esclarecimento técnico sobre o estatuto do Conselho da Paz de Trump, em vez de uma negativa direta. Diplomatas afirmam que o governo Lula pretende usar o surgimento do Conselho da Paz de Trump como exemplo do esgotamento do atual sistema multilateral.
Entre os principais pontos de crítica ao formato do Conselho da Paz de Trump estão a presidência fixa, governança por aporte financeiro, modelo unilateral e ausência de diálogo. O governo brasileiro classifica o formato como uma “paz mercantil”, em que o peso das decisões estaria condicionado à capacidade financeira dos países membros.



