São Luís enfrenta um crescente problema de saúde pública: o sedentarismo e suas graves consequências para a saúde óssea. Dados do IBGE revelam que cerca de metade dos adultos no Brasil não atinge o mínimo de atividade física recomendado pela OMS, impactando diretamente a densidade óssea e elevando o risco de fraturas e osteoporose, inclusive em jovens.
A OMS recomenda de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. A endocrinologista Marise Lazaretti explica que a falta de estímulo mecânico do movimento leva à produção de esclerostina, substância que inibe a formação óssea, agravando a perda de massa óssea.
O ortopedista César Janovsky ressalta que o sedentarismo afeta as articulações, levando à perda de mobilidade e aumento do risco de lesões como fraturas de punho, quadril e vértebras. Para reverter esse quadro, o médico do esporte Lindbergh Barbosa de Souza Mendes indica exercícios de impacto e carga, como musculação e corrida, sempre com avaliação médica prévia.



